O crepúsculo na Toscana tingia as colinas de um laranja profundo e melancólico, como se o próprio céu estivesse no fim de um dia exaustivo. A brisa soprava suave, balançando as cortinas das janelas do casarão,mas o clima bucólico não conseguia penetrar a muralha de ansiedade que Louise erguera ao redor de si. Cada fibra de seu ser gritava por Saimon, mas seu rosto permanecia uma máscara de porcelana inquebrável.
Louise caminhava pela varanda, observando o horizonte com uma xícara de chá nas mã