O mundo de Colin Benedict não era mais composto por cores, mas por variações de cinza e o vermelho vívido do sangue que, cada vez com mais frequência, manchava seus lenços de seda. Ele estava sentado na poltrona de couro de um jato clandestino, cruzando o espaço aéreo europeu rumo ao desconhecido. O som dos motores era um zumbido constante, mas dentro de sua mente, o ruído era muito mais ensurdecedor.
Colin observava o próprio reflexo na janela escurecida do avião. O homem que via não era o prí