Lyra empurrou a porta do pequeno quarto nos fundos do bar e soltou o ar lentamente, como quem exalava, junto com o suspiro, o resto de esperança que ainda restava.
A mochila escorregou do ombro, caindo no chão com um som seco, ecoando pelo espaço vazio.
Vazio…
Tudo agora parecia vazio.
O gerente nem quis ouvir suas explicações. Bastou sumir no meio do expediente para que ele, sem pestanejar, a demitisse.
— Você pode até ter seus motivos, Lyra… Mas não dá pra confiar em quem desaparece no meio