O passado retornava em carne, sangue e eternidade.
— Tudo bem, Mal — disse Mia, firme, mas com suavidade. — Ele não fez nada de errado.
Bryan continuava parado, os olhos vermelhos queimando como carvão vivo. Um rosnado profundo escapou de sua garganta, fazendo o chão tremer levemente e o ar ao redor vibrar com a fúria contida.
O Alfa odiava, com cada fibra do corpo, ver Mia ser carinhosa, próxima ou íntima com qualquer outro fosse lobo, vampiro ou humano. A presença de Malik ali, tão próximo de Mia, era como um estilhaço cravado em seu orgulho e possessividade.
Mas, mesmo assim, Bryan não atacou. Sua fúria se contornava em tensão pura, como se a qualquer instante pudesse explodir — e todos ao redor sabiam que, se isso acontecesse, ninguém escaparia ileso.
— Bryan, por favor, se acalme — disse Mia, mantendo a voz firme, mas carregada de autoridade e calma. — Eles são meus filhos. Só querem me cumprimentar. Não me veem há mil anos.
O rosnado de Bryan diminuiu, mas os olhos