Narrado por Gianluca
O cemitério estava silencioso naquela manhã de outono. Folhas secas cobriam o chão, e o vento frio trazia consigo o cheiro de terra molhada e flores murchas. Eu caminhava sozinho entre as sepulturas, as mãos nos bolsos do casaco escuro, o coração pesado — mas não de tristeza. Pesado de gratidão.
Encontrei o túmulo de Sofia no lugar de sempre, sob a sombra de um cipreste antigo. A lápide simples, apenas o nome e as datas. Sofia Salvatore. 1988-2008.
Ajoelhei-me e coloquei as