Ele aproximou o braço ferido, e minha garganta secou de vez. A saliva se acumulou na boca involuntariamente; o cheiro do seu sangue era doce, quente e tão atraente que doía no fundo da alma. Senti meus olhos mudarem de cor, as presas se projetarem afiadas contra a minha vontade, revelando minha natureza sem pudor. Abaixei a cabeça, queimando de vergonha por aquela reação tão primitiva.
— Beba, vampira. Não fique acanhada — incentivou ele, e ao erguer o olhar, vi seus olhos brilharem dourados n