Quando chegamos na minha casa, mal conseguia me mover. Dante desceu do carro, abriu a minha porta e me puxou pelo pulso com firmeza, me obrigando a acompanhá-lo para dentro.
Lancei um olhar rápido para o canto da sala: meu gatinho dormia tranquilo na sua caminha, alheio a tudo. Por um instante, desejei ter aquela paz — mas sabia que ela não existiria para mim naquela noite.
Dante me puxou até a parede e me fez ficar de costas contra ela, sem me soltar. Ficou me encarando, sério, com a expressão