âAneliese Mooreâ
O relĂłgio na parede, no canto da sala, marca 23h10.
Observo Alexander tentar calçar os sapatos enquanto permaneço encostada no sofĂĄ, braço cruzados e um meio sorriso no rosto. Meus olhos seguem cada movimento dele â o modo distraĂdo como ajeita o cadarço, o cabelo caindo levemente sobre a testa, a expressĂŁo calma demais pra quem acabou de me roubar o ar algumas horas atrĂĄs.
Ele parece alheio ao meu olhar, ou talvez apenas finge que nĂŁo percebe.
Nas horas que se seguiram ao bei