— Filha, vem aqui em cima comigo — minha mãe chamou, com aquele tom que não aceita muito um “não”.
Subimos juntas. O corredor ainda tinha as fotos das viagens, os quadros que eu pintei no colégio, a moldura do meu troféu de redação. No quarto deles, com as paredes claras e o edredom lilás, me deixei cair sobre a cama.
— De onde tá vindo tanto sono? — minha mãe riu, sentando ao meu lado. — Você já tava dormindo antes de vir.
— Acho que a preguiça tomou posse do meu corpo. — ajeitei o travesseiro