O aeroporto tinha aquele cheiro gelado de ar-condicionado misturado com café recém-passado e perfumes caros. O saguão era amplo, iluminado por uma parede de vidro que se estendia até o teto, revelando a pista de pouso e um céu surpreendentemente limpo — um raro presente azul naquela parte do país. Eu observava os aviões taxiando com uma estranha sensação de liberdade, como se estivesse deixando para trás não só Nova York, mas também todas as noites que me despedaçaram por dentro sem que ninguém