Eu estava sem rumo.
Sem plano.
Sem chão.
Sair daquela igreja como uma noiva que nunca seria noiva era um risco enorme — político, social, pessoal. Eu sabia. A cidade inteira saberia em questão de minutos. Eu estaria exposta, vulnerável, sozinha. Mas era um risco que eu precisava correr. Porque ficar teria sido pior. Ficar significava continuar vivendo à mercê das vontades de um homem que fez do poder uma religião e das pessoas, peças descartáveis.
Mesmo assim, fugir não resolvia nada. Nunca res