— Não fala dele assim. — minha voz saiu baixa.
— Não defende esse cara. O que aconteceu?
Demorei, mas contei. As palavras saíram engasgadas:
— No meio do café da manhã… ele disse que, se eu engravidasse… me daria dinheiro pra tirar.
Ela ficou em silêncio. Depois:
— E?
— E que aquilo me destruiu. — minha voz quebrou. — Ele não falou claramente, mas ficou óbvio: pra ele, uma possível vida… não significa nada. Me senti usada. Idiota. Um objeto.
— Porque é isso que você é pra ele! — ela rebateu. —