Melinda
Numa explosão de adrenalina, minhas pernas finalmente se movem, então eu corro. O coração bate descompassado e a mochila pende do ombro. Paro apenas na porta, com a mão na maçaneta fria.
O que acabou de acontecer? A cena passa como um filme na minha cabeça: os olhos dele, as palavras obscenas, o ódio queimando. Uma lágrima escorre e eu a seco rápido, como se fosse proibido chorar.
Mas então, o peso da realidade cai sobre mim. Se eu sair por essa porta, perco a única chance de pagar o