Melinda
Faz uma semana. Sete dias. Cento e sessenta e oito horas. E ainda parece que o tempo parou no exato momento em que a médica me disse sinto muito.
A sala do apartamento de Natalie está silenciosa, apenas o som do relógio na parede me lembra que o mundo continua, mesmo que o meu tenha parado. As cortinas estão fechadas. A claridade do dia me incomoda, dói, como se o sol fosse uma afronta, um lembrete cruel de que a vida segue.
Sento-me no sofá abraçada ao casaco do vovô. Ainda tem o