Fiquei calada. As unhas cravavam‑se profundamente nas minhas próprias coxas, num movimento involuntário de pura tensão e dor. Sentia‑me pequena, reduzida a nada, envergonhada de quem fora e de quem me tornara.
Mas respirei fundo, reunindo coragem, e ergui o olhar para desafiá‑lo, por mais fraca e destruída que me sentisse.
— De onde tirou aquela adaga? — perguntei, direta e seca, determinada a descobrir a verdade por trás da arma que fora o centro da minha vida até ali.
Por um instante, o