ANNELISSE DE FILIPPI
A manhã seguinte amanheceu com um silêncio diferente. Não era frio nem incômodo, era um daqueles silêncios onde tudo o que precisava ser dito já foi dito.
Silvano me preparou um café, me entregou com aquele olhar dele que parece um carinho. Ele sorriu e beijou minha testa.
—Dormiu bem?
—Sim, sempre que você está ao meu lado eu durmo perfeitamente.
Suspirei, sabia que precisava voltar às aulas. Que a vida, de alguma forma, precisava continuar. Mesmo que eu tivesse preferido