Numa casa distante, o escritório estava em penumbra. Apenas a ténue luz de um abajur iluminava o rosto do homem que movia tudo desde as sombras. Seus dedos tamborilavam sobre a mesa de mármore até que a porta se abriu num clique.
—Chefe —disse sua mão direita, um sujeito alto, de terno e rosto pétreo—. Encontramos algo. Ou melhor… alguém.
Ele deixou uma pasta grossa sobre a mesa. O homem a pegou com curiosidade e abriu lentamente. A primeira coisa que viu foi uma fotografia: uma jovem de olhos