CAPÍTULO ONZE — ELA MEXE COM MEU AUTO CONTROLE.
VICTOR BALTIMOR.
Cheguei ao meu gabinete, e Pablo me esperava, pontual e eficiente como sempre.
— Bom dia, senhor primeiro-ministro.
— Bom dia, Pablo. Encontrou alguém para cuidar daquele problema?
— Sim, senhor. Já estão na cola deles. Aliás, fui informado de que ele está do outro lado da rua, vigiando os passos do senhor.
— Eu não quero que Afonso saiba meu endereço particular. Mande os seguranças darem um jeito nesse homem que está me vigiando. Se ele não tem autorização, não pode ficar nessa área.
— Já farei isso, senhor — disse, virando-se para sair.
— Espere — chamei. Ele parou imediatamente.
— Providencie um contrato de confidencialidade para a nova babá.
— Sim, senhor.
— Faça isso antes do almoço. Quero que ela assine ainda hoje.
— O senhor o terá como deseja. Deseja mais alguma coisa, senhor?
— Não.
Pablo saiu, e eu mergulhei no trabalho, tentando manter o foco. Mas Elisa insistia em invadir meus pensamentos. A insolência. O olhar firme. A maneira como não se dobrava. Nela aq