CAPÍTULO TREZENTOS E VINTE E TRÊS — ELA NÃO ENGANA NINGUÉM.
VICTOR BALTIMOR.
Naquela manhã, a única pessoa naquela sala que acreditava estar escondendo alguma coisa era Elisa. Porque todos estávamos percebendo de imediato que ela estava com ciúmes e incomodada.
Todos percebemos, eu, minha mãe, Cecília, Fabrícia e até Helena. Elisa estava com ciúmes. Muito ciúmes e tentava fingir que não, ela não dizia nada, mas seu olhar e seu corpo sim. Principalmente para mim.
Mas a verdade era simples. Elisa tinha receio de perder espaço, de perder importância. Medo