Ingrid de Danielle
Abri a panela. O molho fumegante estava vermelhinho, bem cozido, do jeitinho que gosto. Valentim não é chegado muito a frango, mas empanado e recheado com queijo, ele curte. Terminei de empanar o último filé. A salada e fettuccine estavam prontinhos. Quando eles chegassem, eu apenas temperaria o feijão, fritaria o frango e jantaríamos.
Eva tentava passar na ponta dos pés. Estava usando meu vestido preto, o que usei no segundo jantar com o misógino. Como se eu ligasse para isso.
— Não precisa se esconder, Eva. Sei que está com meu vestido. Pode usar, sabe que não ligo. Quem dá valor demasiado a esse tipo de coisa é você.
Quando Eva saiu de trás da cristaleira, entendi por que se escondia. — Ai, não, né! Cortou o meu vestido!
— Ah, fala sério! O comprimento desse vestido não combinava com as fendas laterais.
— Justamente pelas fendas ousadas é que ele era midi, para não ficar vulgar. — Bufei, impaciente. — A vontade que tenho é de mandar você tirar. Quer s