ANGELINE HARRINGTON
Nikolai estava com os olhos abertos. A cor havia voltado um pouco ao seu rosto, mas a fraqueza ainda era evidente. Contudo, o olhar era o mesmo: analítico, calculista, totalmente presente.
— Nikolai… você acordou — sussurrei, a emoção tomando conta de mim, uma mistura de alívio avassalador e de um medo súbito do que ele pudesse ter ouvido.
— Sim, linda — ele disse, sua voz um arrasto áspero, mas seus olhos cinza encontrando os meus com uma intensidade que me deixou sem fô