NIKOLAI VOLKOV
Estávamos mais uma vez saindo para um compromisso. Angeline, como sempre, estava deslumbrante num vestido preto longo, mais formal do que festivo. Era uma reunião importante, ainda não a grande apresentação oficial, mas mais um degrau na escada social que eu estava forçando-a a subir ao meu lado.
Entre a intensidade brutal do meu verdadeiro trabalho e o tédio sufocante desses eventos, a presença dela era um paradoxo. Um refúgio e uma provocação. E, como eu antecipara, meu pai