NIKOLAI VOLKOV
A arma fria contra minha nuca era um lembrete desconfortável de que eu não estava mais nos campos de batalha onde dominava. Estava em uma festa. Com minha esposa — ainda que separada — ao fundo. Com uma aliada que, até segundos atrás, eu julgava confiável.
— Você está morto — minhas palavras saíram geladas, a frieza que me salvou inúmeras vezes voltando à minha voz. — Dimitri viu seu corpo. Sua cabeça estourada. Pelas próprias mãos de Elizaveta. Foi ela quem atirou.
Falei olhando