NIKOLAI VOLKOV
O corredor do hospital estava silencioso, iluminado pela luz fria do final da tarde. Eu acabara de sair do quarto de Angeline, o coração ainda pesado pelas palavras dela, quando vi o homem.
Ele estava parado perto da entrada da UTI neonatal, vestindo um terno impecável cinza-escuro, os cabelos grisalhos perfeitamente penteados. Não era jovem, mas sua postura era ereta, seus olhos azuis atentos. Nas mãos, uma pasta de couro escura e um buquê de lírios brancos.
Meu sangue gelou,