CAPÍTULO 131

NIKOLAI VOLKOV

A manhã ainda não havia clareado completamente quando a batida na porta do escritório me arrancou da letargia. Eu estava ali há horas, sentado na poltrona, a garrafa de uísque vazia ao lado, as fotos espalhadas sobre a escrivanha como um tribunal de acusações que eu mesmo não sabia mais julgar.

— Senhor? — a voz de Yulia, trêmula, atravessou a madeira. — Senhor, preciso falar com o senhor.

— Estou ocupado — respondi, seco.

Ela não se importou. A porta se abriu antes que eu pudes
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