NIKOLAI VOLKOV
A manhã ainda não havia clareado completamente quando a batida na porta do escritório me arrancou da letargia. Eu estava ali há horas, sentado na poltrona, a garrafa de uísque vazia ao lado, as fotos espalhadas sobre a escrivanha como um tribunal de acusações que eu mesmo não sabia mais julgar.
— Senhor? — a voz de Yulia, trêmula, atravessou a madeira. — Senhor, preciso falar com o senhor.
— Estou ocupado — respondi, seco.
Ela não se importou. A porta se abriu antes que eu pudes