ALEXIA DINIZ
O toque estridente do telefone cortou o silêncio aconchegante daquela tarde. O calor dos seus braços, onde eu estava aninhada, pareceu dissipar-se por um instante. No visor, um número desconhecido acendeu no telefone de Matteo, que estava repousado na mesinha de centro, a apenas alguns centímetros de mim. Matteo, percebendo meu olhar para o aparelho e com as mãos ocupadas me abraçando, murmurou.
— Atende amor, por favor. Para mim é sempre um incômodo ficar com as mãos longe d