Mundo ficciónIniciar sesiónLara é a garota dos sonhos de muitos: ruiva, dona de olhos azuis hipnotizantes e sardas que acentuam ainda mais sua beleza. Popular e descolada no Campus, ela parece ter tudo... menos o amor de Noah, o garoto mais cobiçado da universidade. Enquanto todos a enxergam como inalcançável, Noah a vê como qualquer outra pessoa, deixando Lara presa em uma paixão não correspondida. Do outro lado, temos Lucas, um nerd apaixonado por videogames e mestre em se manter nas sombras. Por anos, ele carrega em segredo uma paixão por Lara, sua amiga de infância. Mas, incapaz de se declarar, ele se conforma com a famigerada friendzone. Quando Noah começa a namorar Sophia, a garota que Lucas sempre quis, a vida dos dois vira de cabeça para baixo. É então que Lara, movida por uma ideia brilhante (ou completamente maluca), propõe que ela e Lucas finjam ser um casal. O plano? Despertar o ciúme de Noah e Sophia, forçando-os a olhar para eles com outros olhos. Mas o destino adora pregar peças. Entre momentos forjados e sorrisos que deveriam ser apenas atuação, o que era para ser uma farsa começa a parecer cada vez mais real. E talvez, só talvez, o amor verdadeiro estivesse bem diante deles o tempo todo.
Leer másNo quarto...LucasAinda não consigo acreditar. A Sophie me beijou. Me beijou de verdade. Não foi sonho, nem devaneio… foi real. Os lábios dela tocaram os meus, e por um instante eu me senti o cara mais sortudo do mundo.Me jogo na cama com força, o colchão afunda sob meu peso enquanto um suspiro pesado escapa dos meus lábios.Mas então... por que eu estou me sentindo estranho? Como se aquilo não tivesse sido tudo o que eu sempre imaginei? Como se... não fosse nada demais?Passo as mãos pelo rosto, frustrado, e encaro o teto como se ele tivesse as respostas que eu não consigo encontrar em mim mesmo.O beijo da Sophie… era pra ser especial. Era pra fazer meu coração explodir, me deixar sem ar. Ela foi meu primeiro amor, caramba. Desde criança. E mesmo assim…Fecho os olhos por um segundo e, sem querer, minha mente traiçoeira me leva direto para os beijos que dei na Lara. Reviro no colchão, me encolho, solto um resmungo abafado e encaro o travesseiro como se pudesse brigar com ele.Não
LaraO refeitório estava cheio como sempre. Vozes ecoavam por todos os cantos, o cheiro da comida se misturava com o perfume de quem passava, e o barulho das bandejas batendo nas mesas criava uma trilha sonora caótica, mas familiar. Me sentei com a Julia e a Mel, minhas duas fiéis companheiras de caos e confidências.— Atim! — espirrei, levando a mão ao rosto rapidamente.— Tá tudo bem? — perguntou Julia, me olhando preocupada por cima do copo de suco.— Será que tem alguém falando de você? — insinuou Mel com um sorrisinho travesso.Revirei os olhos.— Ah, cala a boca, Mel — retruquei, pegando o guardanapo. — Não viaja, vai...— Você é bem popular, sabe? — ela argumentou, dando de ombros como se a lógica estivesse toda do lado dela.Julia aproveitou a deixa e mudou de assunto:— Aliás... tão sabendo dos novos casais que estão se formando por aí?— Pois é — completou Mel, se inclinando com empolgação — Fiquei sabendo que isso tudo é influência de você e do Noah.Soltei um riso nasal, b
Lucas narrando No dia seguinte, acordei com o som do despertador me dando um tapa sonoro na cara. Ainda sonolento, me arrastei até o banheiro, vesti a roupa meio no automático e, quando estava tentando dar um nó decente na gravata, a voz de Lara ecoou do corredor: — Lucas, vamos nos atrasar assim! — ela reclamou. — Já estou indo! — respondi, enquanto terminava de passar a mão no cabelo ainda bagunçado. Ela surgiu na porta do banheiro como se fosse uma atriz de comercial de perfume — o cabelo preso em um coque alto, maquiagem suave e aquele blazer justo que deixava qualquer um sem palavras. — Sua gravata está torta, pera aí. — disse, aproximando-se de mim com um ar de quem estava acostumada a salvar desastres. Ela ajeitou minha gravata com delicadeza, seus dedos roçando levemente meu peito. O toque era simples, mas meu coração disparou como se tivesse corrido uma maratona. Eu sou só um figurante que não se destaca na faculdade... e mesmo assim... — Abaixa, Lucas — ped
Lucas Narrando— Droga! — resmungo alto, agarrando um travesseiro e arremessando-o com força contra a parede do meu quarto. O impacto não alivia em nada a bagunça que tá aqui dentro. — Eu entrei em pânico… — continuo, andando de um lado pro outro no quarto como um bicho enjaulado — e acabei fazendo merda. — Passo a mão no cabelo, frustrado. — Eu não sabia o que fazer. Mas, sinceramente? Já era de se esperar. — Solto um riso nervoso e bufado. — Eu não sou o tipo de cara que encontra uma garota chorando e sabe exatamente o que dizer ou fazer... — paro diante do espelho e encaro meu reflexo, olhos marcados e expressão cansada. — Dessa vez, eu tive sorte. Ela dormiu. Mas da próxima… da próxima pode não ser tão fácil escapar.Um som me tira do devaneio: batidas suaves na porta.— Lucas? — ouço a voz abafada. — Você está acordado?Reconheço de imediato.— Lara? — pergunto, já caminhando até a porta.— Sim... abre aqui pra mim, tá frio aqui fora.Giro a maçaneta e abro. Quando vejo a cena à
Na manhã seguinte, o clima no campus parecia o mesmo de sempre — barulho dos alunos circulando pelos corredores, vozes misturadas, passos apressados. Mas por dentro, tudo estava diferente. Meus pensamentos estavam mais pesados do que a mochila que eu arrastava no ombro. Me sentei no canto da sala, tentando fingir que estava interessado em alguma coisa além da minha própria confusão.— Ué, cadê a Lara? — perguntou Mel, ajeitando a tiara vermelha no cabelo ruivo enquanto olhava em volta, como se a amiga fosse surgir debaixo da carteira.— Não veio — respondeu Julia, sem levantar o olhar do celular. — Ela pediu pra avisar que estava gripada.Mel franziu a testa, cruzando os braços com um olhar desconfiado.— Mas assim, do nada?— Na verdade, ela chegou a vir — comento, sem tirar os olhos da tela do celular enquanto deslizo o dedo para abrir o app do eFootball. — Mas não se sentiu bem e voltou pro quarto.As duas me olharam por breves segundos. Julia apertou os lábios, Mel desviou o olhar
Narração: Lara — Ai, que droga! — esbravejei, bufando. — Bando de baba-ovo... — resmunguei, tossindo logo em seguida. — Credo, quanta poeira! Comecei a guardar o material reclamando sozinha, quando ouvi alguém me chamar: — Lara! Tomei um baita susto ao reconhecer a voz. — Noah?! — exclamei, perdendo o equilíbrio. Cambaleei e me choquei contra a prateleira onde acabava de guardar o uniforme. De repente, vi Noah correndo na minha direção, um olhar de puro desespero. Antes que eu entendesse o que estava acontecendo, olhei para cima: um cesto cheio de bolas de basquete despencava em minha direção. Antes que pudesse ser acertada, Noah me empurrou para longe. Caí no chão e ele caiu por cima de mim, mas, graças a ele, nenhuma bola nos atingiu. — Nossa, que perigo... — disse Noah, rindo sem graça enquanto eu permanecia paralisada, ainda em choque. — Foi mal, a culpa foi minha. Acabei te assustando. — Obrigada, Noah... — falei, me levantando apressada, tentando sair de debaix
Último capítulo