Alberto
A cidade deslizava pela janela do carro, tingida pelo dourado tardio do pôr do sol. Samanta falava animada sobre fraldas, berços e roupinhas de algodão orgânico, apontando vitrines e lojas que jamais chamariam a atenção de Alberto em outro contexto.
Ela estava mais do que feliz. Estava radiante.
Alberto sentia que uma parte dele, só precisava daquilo para viver. O sorriso doce, as expressões exageradas e a entonação da voz dela que mudava com cada coisa que ela vislumbrava. A intensida