“Boa noite, Alfa,” cumprimentou a curandeira, apressando-se para ajudar Kane a deitar Gavin na cama de madeira.
“Trate-o. Quero-o no festival desta noite,” ordenou Kane, com uma voz baixa, porém sem deixar espaço para objeção.
“Sim, Alfa.” Ela moveu-se rapidamente, as mãos ocupadas esmagando ervas e jogando algumas na água fervente sobre o fogão. O cheiro forte e terroso preencheu o ar. Os olhos de Kane nunca deixaram seus movimentos, e Gavin, embora fraco demais para se mover, observava tudo com uma intensidade silenciosa.
Quando a mistura ficou pronta, a curandeira ajudou Gavin a se sentar e pressionou um copo contra seus lábios. Ele bebeu, apenas para fazer uma careta.
“Não existe um remédio mais doce?” murmurou.
A curandeira balançou a cabeça nervosamente. “Não, Alfa. Remédios para feridas como essa nunca são doces.”
Kane não disse nada, mas seu olhar permaneceu fixo nela — tão afiado que fez as mãos da mulher tremerem. Ela deitou Gavin de volta na cama.
“Ele ficará bem em breve.