(POV Selene)
A lua voltou.
Sempre ela.
Fechei os olhos e já não havia escuridão.
Havia sangue.
Vermelho escorrendo do céu como chuva pesada, manchando a terra, tingindo minhas mãos.
O selo queimava como nunca, pulsando em prata viva, rasgando minha pele de dentro para fora. Eu via as veias brilhando como rios, os ossos se iluminando como lâminas, e uma voz ecoando por todos os lados.
“Você não é só carne.”
“Você não é só desejo.”
“Você é a Lua.”
Tentei correr, mas não havia chão.
Tentei gritar,