A casa do Norte tinha um tipo de silêncio próprio — um silêncio que fazia companhia, nunca ameaça.
Mas naquela noite, o silêncio era outro.
Era afiado.
Espesso.
Pesado demais para ser natural.
Helena sentiu antes que qualquer um nomeasse.
— Ele está rondando a muralha — disse ela, olhando pela janela.
Ronan, lá fora, ergueu a mão, sinalizando que também ouvira algo.
Mas não havia barulho.
Era isso que deixava todos inquietos.
Não era som.
Era presença.
Uma presença que se movia como se não e