Eu acordei antes de Aurora.
Não foi um despertar tranquilo. Foi aquele tipo de despertar em que o corpo desperta primeiro, alerta, atento, como se tivesse pressentido algo antes mesmo da mente alcançar. O quarto ainda estava escuro, o abajur apagado, e a respiração da menina era o único som constante naquele espaço. Ela dormia de lado, o rosto relaxado, uma das mãos fechada no tecido da minha blusa, como se tivesse medo de que eu desaparecesse no meio da noite.
Fiquei imóvel por alguns minutos,