Úrsula estava em seu apartamento. A luz baixa deixava o ambiente envolto em tons quentes e suaves, e o aroma do vinho tinto do copo em seu criado mudo misturava-se ao perfume discreto que ainda usava, mesmo em casa.
Deitada em sua cama, pernas abertas, tablet em mão, ela percorria os documentos da empresa com precisão. Apesar da concentração, não estava sozinha. O toque da língua de Murilo, suave, ritmado e estratégico, não perturbava sua análise, ao contrário, parecia estimulá-la. Relaxava seu