— Eu sou a porra do seu dono! Eu comprei você! — A frase ecoa nas paredes da casa como um trovão selvagem, rasgando o ar entre eles. As palavras saem como uma sentença. Cruas. Irreversíveis.
Os olhos de Celina se arregalam por um instante, seu rosto empalidece. Por um segundo, tudo dentro dela silencia. Os batimentos do coração cessam, sua boca entreabre, mas o ar evapora de seus pulmões, o mundo congela.
Ela recua um passo. Só um. Mas é o suficiente para que ele perceba o peso do que acabou de