O quarto está silencioso, exceto pelo som abafado de carros distantes passando na rua. O sol entra pelas frestas da cortina, pintando faixas douradas sobre o lençol amarrotado embolados nas pernas humanas. Celina abre os olhos devagar, como se estivesse despertando de um sonho extremamente real.
O corpo dói. Uma dor um pouco pulsante, incômoda, mas não exatamente desagradável. Ela se move levemente na cama para se espreguiçar, mas sente o protesto entre as pernas — um lembrete físico e inegável