O concreto gela sua pele.
Celina está deitada no chão de um cômodo minúsculo, sem janelas, sem qualquer acesso ao mundo além daquelas quatro paredes mofadas. O cheiro rançoso de urina antiga, mofo e sangue seco impregna suas narinas, se fundindo ao gosto amargo que se instala na garganta.
Ela perdeu completamente a noção do tempo. Não sabe se passaram horas ou dias desde que foi jogada ali, tudo permanece no breu. Só sabe que está fraca. O estômago dói de vazio, e o corpo tremer mais a cada seg