CAPÍTULO 13

POV – Alessandro

O quarto estava silencioso demais.

Mesmo para alguém acostumado à solidão, havia noites em que o silêncio ganhava peso físico, como se pressionasse os pulmões. Tirei o relógio do pulso e o deixei sobre a cômoda antiga, observando o reflexo do metal sob a luz baixa. O tempo sempre tentou me domesticar. Nunca conseguiu.

Caminhei até a parede ao fundo do quarto, passando a mão pela superfície lisa de mármore escuro. À primeira vista, não havia nada ali além de pedra e sombra. Mas a mansão conhecia meus segredos — e me reconhecia.

Pressionei dois pontos quase invisíveis, em sequência precisa. Um leve som mecânico ecoou, profundo, antigo. A parede deslizou alguns centímetros, revelando a entrada estreita de um aposento que poucos sabiam existir.

O coração acelerou de um jeito que séculos não haviam apagado.

Entrei.

O aposento secreto era amplo, circular, protegido por paredes grossas de pedra. A iluminação era suave, quase reverente, vinda de arandelas embutidas q
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