POV – Alessandro
O quarto estava silencioso demais.
Mesmo para alguém acostumado à solidão, havia noites em que o silêncio ganhava peso físico, como se pressionasse os pulmões. Tirei o relógio do pulso e o deixei sobre a cômoda antiga, observando o reflexo do metal sob a luz baixa. O tempo sempre tentou me domesticar. Nunca conseguiu.
Caminhei até a parede ao fundo do quarto, passando a mão pela superfície lisa de mármore escuro. À primeira vista, não havia nada ali além de pedra e sombra.