Meu ouvido ainda zune.
Um som fino. Constante. Irritante.
Mas eu estou viva.
Isso já é uma vitória.
Abro os olhos devagar.
O teto entra no meu campo de visão… rachado, manchado de fuligem. Pequenos pedaços de gesso ainda caem, como se a casa estivesse respirando depois do impacto.
Fumaça no ar.
Cheiro de pólvora.
Sangue.
Fecho os olhos por um segundo, tentando organizar meus pensamentos, mas tudo ainda parece lento. Distante.
— Lis… — a voz de Angelo atravessa o caos. Mais perto do que eu esper