Simon Kaelen
A luz neon do quarto de hospital zumbia em um tom estéril, lançando sombras frias sobre o rosto pálido de Helena. Ela dormia um sono pesado, induzido por sedativos, a respiração fraca mal fazendo o lençol subir. Encostado na parede, com os braços cruzados sobre o peito e a blusa ainda impregnada com o cheiro de pólvora e sangue seco, eu a observava.
Desde quando eu tinha me tornado tão humano? Desde quando eu, um Kaelen moldado para a violência e treinado para não hesitar, havia me