Para quem assistia de fora, o mundo acreditava que Simon Kaelen virara cinzas em Abu Dhabi. Mas nas sombras, os quatro meses de ausência foram uma guerra silenciosa de reconstrução, dor e pura fúria.
Dentro de um galpão abandonado nas docas clandestinas de Carlton, a luz amarelada de uma lâmpada pendurada oscilava sobre o capô de um carro preto. Eu estava encostado na lataria, tragando um charuto com a mão direita enquanto a esquerda segurava um copo de uísque barato. Minhas costas ainda queima