Apertei a imagem da ultrassonografia contra o peito enquanto me encolhia no banco de couro do consultório. As lágrimas vinham quentes, ininterruptas, rasgando sem piedade a armadura de gelo que forjei durante aqueles três meses de luto e obsessão. Um choro convulsivo, visceral, misturado a uma onda avassaladora de prazer e alívio por saber que, no meio de tanta morte, o sangue Kaelen prevalecera. A esperança se reacendeu no meu peito como um choque elétrico, queimando as cinzas da desesperança.