A manhã seguinte começou exatamente como todas as outras.
Esse foi o detalhe mais cruel.
O sol entrou pelas janelas altas da casa Genovese sem pedir desculpa, iluminando o mármore frio, os quadros antigos e o silêncio treinado. A cafeteira borbulhava. O relógio marcava a hora errada, como sempre. E eu esfregava a bancada da cozinha como se não tivesse dançado com a morte poucas horas antes.
Sobreviver não vem com música de fundo.
Vem com rotina.
— Você viu o tamanho dele? — Isabella dizia, sent