A mão de Giulia era quente e firme demais para uma criança de doze anos.
Ela não me puxava. Me conduzia. Como quem já tinha decidido que eu ficaria e que o resto do mundo precisava se ajustar a isso. Havia algo quase comovente naquela certeza infantil, mas não ingênua. Giulia Ferrari observava tudo como quem arquiva informações para uso futuro.
— Aqui é onde eles fingem que relaxam — disse, abrindo uma porta dupla que dava para uma sala ampla, com janelas altas e móveis confortáveis demais para