O tribunal não tem cheiro de justiça.
Tem cheiro de papel velho, ansiedade e decisões que mudam vidas sem pedir permissão.
Eu senti isso no instante em que atravessei aquelas portas de vidro.
Helena segurava minha mão com força demais para uma criança de seis anos que “não lembrava direito” do sequestro. O corpo dela lembrava. Sempre lembra.
— Mamãe, é aqui que a moça má vem? — ela sussurrou.
Eu me agachei à altura dela.
— É aqui que os adultos vão decidir o que é certo.
Ela pensou por um segun