Marcelo sempre soube negociar contratos milionários, persuadir investidores e virar crises ao seu favor. Mas naquela manhã, sentado no banco desconfortável do corredor da escola primária, ele percebeu que não fazia ideia de como negociar algo muito mais simples: espaço.
O corredor estava decorado com desenhos infantis presos em murais coloridos. Papéis tortos, tinta fora das linhas, nomes escritos com letras gigantes e desproporcionais. Marcelo observava tudo com uma atenção quase analítica, c