Marcelo sempre acreditou que a imagem era a parte mais importante de qualquer império. Não o produto. Não a ética. A imagem. Era ela que abria portas, silenciava suspeitas e criava narrativas convenientes. E naquela manhã, enquanto ajustava o nó da gravata diante do espelho, ele tinha absoluta certeza de que continuava vencendo nesse campo.
O reflexo devolveu-lhe um homem seguro, elegante, no controle. Nenhuma rachadura aparente. Nenhuma sombra de dúvida.
— Perfeito — murmurou.
No café da m