Raquel percebeu que a crise havia atravessado uma fronteira silenciosa quando entrou na unidade central da rede naquela manhã. Não havia caos visível. Não havia gritos, nem desorganização. O que existia era pior: tensão contida.
Funcionários trabalhavam com eficiência excessiva, como se qualquer erro pudesse ser fatal. Conversas eram interrompidas quando ela passava. Sorrisos surgiam rápidos demais, ensaiados demais. Aquilo não era respeito. Era medo.
Raquel sentiu o estômago se contrair.
Ela s