Eduardo nunca foi bom em receber visitas.
Não por falta de educação, mas por hábito. Seu apartamento sempre fora um espaço funcional, organizado para alguém que passava mais tempo trabalhando do que vivendo. Tudo tinha lugar, mas nada tinha história. Nenhum objeto contava algo além de “isso é útil”.
Exceto por Bibi.
O gato laranja estava esticado no sofá como se fosse o verdadeiro dono do lugar, barriga levemente saliente, expressão de completo desprezo pelas regras humanas. Eduardo o observava