Ponto de Vista: Leonardo
O aeroporto Charles de Gaulle estava envolto em uma névoa cinzenta que combinava perfeitamente com o meu humor. Despedidas nunca foram meu forte, mas me despedir da Maya em solo estrangeiro, sabendo que eu seguiria para o norte e ela para o sul, parecia arrancar um pedaço do meu peito.
— Leva isso — eu disse, entregando a ela uma pequena caixa de veludo azul que comprei em um antiquário em Saint-Germain. — Não abre agora. Abre quando chegar na nossa casa de pedra. É um