Ponto de Vista: Maya
O desembarque no Rio de Janeiro foi como um choque térmico na alma. O calor abafado do Galeão não combinava com a névoa que eu tinha deixado em Paris, nem com o vazio que eu sentia no peito. A viagem de volta pareceu durar uma eternidade; cada minuto no avião era um passo para longe do conto de fadas e um passo para dentro da realidade crua. Assim que liguei o celular, uma notificação do Leo saltou na tela, iluminando o meu rosto cansado:
"Cheguei no hotel em Berlim agora.